Quem são os ídolos dos seus filhos?

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Sou uma das maiores defensoras do esporte como atividade educativa e mobilizadora social. Acredito que a prática e as competições podem transformar pessoas através da disciplina, estratégia, estimular o trabalho em equipe e a superação. Superação de si mesmo, das dificuldades e das limitações do corpo. Mas o esporte também pode ser contraditório.

O instinto humano de guerrear, lutar pela sobrevivência, eliminar os fracos e delimitar o território nunca foi abandonado durante a nossa “evolução”. Mesmo após tanta mudança no nosso estilo de vida, comparando com época dos gladiadores, em pleno século 21, em uma sociedade moderna, o nosso instinto se sobressai em diversas situações, e claro, nas competições esportivas.

O Brasil é considerado o país do futebol, faz parte da nossa cultura, da nossa música, da nossa família e da nossa educação, que pode ser falha em diversos pontos, mas é muito boa quando o assunto é futebol. Sofremos, vibramos, nos vangloriamos e não nos importamos com nada, além disso, em época de Copa do Mundo. Sempre temos a certeza que em alguma coisa somos melhores que os outros e vamos ganhar, como se dependêssemos disso para comer amanhã.

Nossas crianças desde cedo são ensinadas, precisam gostar, praticar e entender de futebol, sonham em ser jogadores, vislumbram um mundo mágico, de fama e luxo. Se espelham em ídolos questionáveis, transgressores, sem valores, e que conseguem apagar sérios desvios de caráter com uma habilidade física supervalorizada, uma ilusão que ganha de qualquer razão. E as crianças transformam esse sonho no único caminho para saírem da pobreza, o futebol faz o papel da educação no Brasil.

Uma modalidade que movimenta milhões, bilhões, clubes, empresas, imprensa, e como tudo onde tem muito dinheiro envolvido no Brasil também movimenta a corrupção e os interesses. Não que isso não aconteça com outras modalidades, mas o futebol é o único que envolve paixão, os sentimentos de um povo, esperança e principalmente frustração. Afinal, nossas crianças com uma educação tão falha, não chegam a aprender estatística, para entender que apenas 1 em 1 milhão consegue alcançar esse mundo das ilusões.

Faxina!

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Neste domingo coloquei Bon Jovi no último volume e chamei o Anderson pra fazer faxina no depósito. Tá, não foi assim uma vontade que deu de repente, vamos nos mudar mês que vem, então temos que começar a jogar o máximo de coisas possíveis fora. Mas como isso é difícil…
Primeiro, porque eu fico pensando nas mil e uma utilidades que aquilo pode ter um dia (mesmo estando guardado há oito ou dez anos e até agora não ter servido pra nada), depois fico pensando, poxa, mas isso deve ser útil pra alguém ainda, será que ao invés de jogar eu não poderia doar. Não! Tem coisas que coisas que não servem mais pra nada mesmo, nem pra reciclagem.
Eu sou a rainha do papel velho, toneladas, os cadernos do primeiro e do segundo grau só joguei fora quando casei, e muito contrariada, agora restam todos os da faculdade, cadernos, apostilas, trabalhos, provas, papel riscado, tudo.
O Anderson é o campeão de guardar aparelhos eletrônicos com defeito, que ele nunca manda ajeitar e também coisas que ele compra e não usa, alguns ele até usa, por uma semana e depois encosta. Aqui cabe um parágrafo extra.
Sabe aquelas pessoas que se empolgam com uma coisa e viram o maior praticante de todos os tempos da última semana? Pois é. Foi assim quando ele resolveu ser motoqueiro, depois ciclista, depois treinar boxe, todas as modalidades foram abandonadas, mas os acessórios continuam por lá, fazendo volume. Esses ainda dá até pra vender, pode amor?
Começamos a mexer nas caixas, mofo por toda parte, nariz irritado e boas lembranças. Acho que é essa sensação de posse sobre o passado que faz a gente se apegar a um pedaço de papel ou objeto obsoleto, parece que dá medo de jogarmos fora e a lembrança ir junto. Eu sei que um dia vai acabar indo, a idade vai chegar e a memória vai falhar, mas com certeza vão ficar as lições.
Enfim, foi mais fácil jogar muita coisa por causa do mofo, o depósito era meio úmido e acabou comprometendo parte dos papéis, até os convites não entregues do nosso churrasco de casamento foram pro lixo. Já me informei sobre um ponto de entrega de papel para reciclagem, funciona lá no Inpa e quando terminarmos a faxina (a tarde inteira de domingo não foi suficiente, vai ter que rolar um segundo tempo) vou entregar lá, bem mais útil do que acumulando poeira e mofo do depósito de casa.

Tensão pré-apê novo

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O bom de ter sido criada em cidades pequenas foi sempre ter morado em casas com quintal, muita terra e árvore pra subir (e cair), ter vivido a infância à moda antiga, quando a gente se divertia com pequenas coisas e podia até brincar na rua sem supervisão.

Nos mudamos alguma vezes quando criança, de Porto Velho para Rio Branco, de Rio Branco voltamos pra Porto Velho e de lá fomos pra Boa Vista, nesta última meus pais resolveram quietar o facho. As mudanças não foram nada difíceis pra mim e meus irmãos, que nos adaptávamos logo à nova vizinhança e colégios, afinal nada é muito diferente entre essas três capitais do norte.

Senti a diferença mesmo quando mudei pra Manaus, primeiro porque fui morar sozinha, segundo porque era em outra cidade, rola sempre aquela excitação “uhuuw ninguém pra mandar em mim”, em seguida vem o choque, puts e agora? Não tem mais ninguém pra mandar em mim, vou acabar fazendo besteira…

De cara percebi que aqui a rotina era bem diferente, ninguém ia almoçar em casa durante a semana, ninguém dava uma passada na casa dos amigos sem avisar, ou saía de noite sem rumo procurando alguma coisa pra fazer. Aqui todo mundo trabalha o dia todo, longe de casa, come na rua, só vai na casa do amigo se for convidado ou se ligar antes avisando, e quando sai de noite já tem destino certo. Já repararam que voces não conhecem as mães dos seus amigos aqui em Manaus? Pois é, lá em Boa Vista conheço os pais de todos os meus amigos, pois costumamos frequentar as casas uns dos outros.

Mas como já namorava o Anderson não demorei muito pra me enturmar com os amigos dele, me acostumar e conhecer as vantagens de uma cidade grande, “baré” claro, mas grande perto das outras que já tinha morado, salário melhor, mais de uma sala de cinema, baladas, bons restaurantes.

Até então eu só tinha passeado em cidades grandes, de férias ou em competições esportivas, mas sempre voltava pra minha cidadezinha. Agora era diferente, eu tinha que me preocupar diariamente com engarrafamento, com estacionamento, com a segurança, com as filas em todo canto.

E também tinha que aprender a morar em “poleiro”, como diz meu pai. Quer deixar uma pessoa de cidade pequena totalmente desconfortável? Coloca ela dentro de um apartamento… Morei em um, praticamente uma quitinete quando casei, depois mudamos pra uma casa onde éramos roubados dia sim dia não. Até que achamos uma casa legal, grande, perto do trabalho e numa área bem tranquila, os vizinhos ouvem umas musicas estranhas de vez em quando (do gospel ao carimbó) mas nada que incomode muito, estamos aqui há dois anos.

O problema é que herdei um costume dos meus pais, receber os amigos em casa, os de outras cidades como hóspedes e os daqui em pequenas reuniões nos fins de semana, até hoje eles fazem isso lá em Boa Vista, e nós fazemos aqui em Manaus, quer dizer, a casa que estamos é ótima para isso e o quarto de hóspedes tá sempre ocupado, mas o aluguel mata.

Com o boom do mercado imobiliário em Manaus, há quatro anos resolvemos investir em um apartamento, que deveria ter ficado pronto em abril do ano passado. Depois de um ano e dois meses de atraso a construtora Capital começa a ensaiar a entrega, nos garantiram que em um mês já podemos mudar.

Já estou vivendo a tensão pré-apê novo, mil coisas que quero fazer lá, enfim vou ter a cozinha do jeito que quero, meu closet, vamos parar de pagar aluguel e… vamos começar a fazer parte de um condomínio. Confesso que tô com receio, pois pretendo continuar recebendo os amigos, claro que sendo um lugar menor vamos ter que separá-los em grupos, e os hóspedes também vão ter que se acostumar em dar satisfação na portaria, dividir elevador e não fazer barulho. Ou seja, o terror de todo síndico, apê muito movimentado é sinônimo de reclamação, nem cheguei ainda e já tô causando tumulto.

Livros online

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Se você tá afim de ler um livro e não quer comprá-lo, afinal, tem certos exemplares que vale a pena ter na estante, outros nem tanto, recomendo o www.leituradiaria.com

Lá tem centenas de títulos, vc se cadastra, escolhe o livro e fica recebendo trechos diariamente por e-mail, é só você dizer quantos minutos está disposto a ler por dia. É muito legal, já li vários livros por lá e funciona, claro, se você é uma daquelas pessoas que abre o e-mail todo dia, se não acumula e aí vc perde o interesse.

Sem lenço e sem documento

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Pessoas com objetivos de vida muito bem definidos me assustam, isso porque a cada dia vejo o tempo passando e passando, e percebo que ainda não decidi o que quero ser “quando crescer”, e o pior, nem quero me preocupar com isso. Afinal, quem disse que isso é ruim? Legal mesmo é parar e ver as coisas que fiz sem planejar e que deram certo.

Percebi, esses dias, que não sou daquelas pessoas que ficam se imaginando daqui a tantos anos. Tipo: “com 30 quero ser presidente da empresa, estar casada, com trocentos filhos, morando no litoral”. Não, definitivamente, nunca fiz esses tipos de planos e como já to perto dos 30, já pensou que decepção seria?

Não planejei nem ser jornalista, foi acontecendo e acabei gostando, e é uma daquelas profissões de amor e ódio, que a gente vive reclamando e nunca larga, mas vai que amanhã eu enjôo, pelo menos o “plano B” eu tenho, posso abrir uma academia de karatê e tá tudo certo (melhor que virar hippie).

Quando eu tinha 20 eu curtia a vida de solteira e com 21, assim de repente, me mudei de cidade e casei, sem pensar duas vezes, eu só sabia que era a hora certa. Já pensou se eu fosse daquelas mulheres que fica na paranóia? “ah porque a minha profissão isso, minha família aquilo…” eu podia ter deixado passar o homem da minha vida.

Na verdade as coisas que mais aproveitamos na vida são assim inesperadas, é muito bom quando recebemos uma boa notícia, melhor ainda é quando aparece uma oportunidade e nós estamos abertos para aceitá-la, justamente porque não nos prendemos a mil e um compromissos que não largamos por nada, na esperança de um resultado muito distante.

Perto do nosso aniversário sempre ficamos pensativos, onde chegamos, o que já conquistamos, quanto tempo ainda tenho pra fazer tal coisa. Eu não sei, só sei que quero comemorar porque ta tudo bem, obrigada. E amanhã é outro dia.

Admirável Mundo Novo

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Estou lendo este livro de ficção, de 1932, onde o autor Aldous Huxley narra um futuro onde as pessoas são condicionadas psicologica e biologicamente a viverem em harmonia com as leis e regras sociais, dentro de uma sociedade controlada por castas (are baba!). O conceito de família não existe, assim como a religião. Os valores morais tem um molde totalmente diferente, implantados na cabeça das pessoas por hipnose durante o sono, eles também fazem uso de uma droga sem efeitos colaterais chamada “soma”, sempre que sentem alguma insegurança ou dúvida. Exceto o modelo de organização de sociedade apresentado neste livro, li que tecnicamente hoje é possível realizar muitas experiências científicas previstas pelo autor há mais de 70 anos.

Além de ser uma boa dica de leitura, toquei no assunto do livro porque esta semana algo me fez pensar como a manipulação da vontade humana ganha mais força a cada dia, ainda por cima quando a principal educadora de uma geração é a televisão.

Sem tomar partido de quem é pior neste jogo de interesses, Globo e Record estão em guerra. Na última quarta-feira o Jornal Nacional dedicou um bom espaço com reportagens mostrando as denúncias de lavagem de dinheiro, fraudes, formação de quadrilha cometidas por Edir Macedo e outras nove pessoas ligadas à Igreja Universal do Reino de Deus.

Foram mostradas, inclusive, cenas deploráveis de como o povo ignorante é induzido a dar dinheiro pra esse cara, pensando estar ajudando o próximo ou esperando algo em troca, e o pior: o que ele faz com o dinheiro.

No dia seguinte a Record anunciou uma série de reportagens para falar mal da Globo e da Folha de São Paulo, prometendo informações bombásticas sobre os bastidores da emissora de Marinho. Na primeira reportagem vinculou a Globo à ditadura militar, fez acusações de posicionamento político e até questionou o vazamento dos documentos sigilosos do processo contra Edir Macedo.

O próprio Edir Macedo diz que a Globo começou esse ataque por causa da audiência que tem perdido para as novelas, jornalismo e “A Fazenda” da Record. Nunca vi forma mais ridícula de mudar o foco do assunto.

Briga por poder… com uma simples diferença, manipulação de pensamento versus manipulação da fé, com um único propósito, financeiro, é claro.

É notório que a Globo vem perdendo audiência pra Record há um tempinho, e também é claro que a Globo não ia deixar de tirar proveito dessa história pra sacanear a concorrente, ou o Edir Macedo queria que tivessem peninha dele?

O que importa é que nenhum erro encobre outro, os erros da Globo não deixam as falcatruas do Edir Macedo menos graves, mas esses fiéis ignorantes simplesmente não conseguem enxergar nada porque a lavagem cerebral foi muito bem feita e ficam escrevendo depoimentos pela internet defendendo o pobrezinho do pastor da dominadora Globo.

O pastor ladrão continua com a imagem inabalada, usurpando a fé do povo. Os seguidores dele cegos continuam acreditando fielmente que devem doar seu dinheiro “em nome de deus”, continuar miseráveis pra esse crápula viver em mansões e jatinhos, o que é isso se não a sociedade como a que o Aldous Huxley profetizou?

Gente sem noção…

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Olha, eu já tive muito entrevistado inconveniente, mas vejam o que a Perlla (a tal paraguaia que canta Galopeeeeeeira) fez com os apresentadores do MGTV (correspondente ao Amazonia TV lá em Minas)… Fico pensando no que eu teria feito, das duas uma, ou eu teria dado um grito nela mandando ela sentar ou teria levantando e dançado logo… Mulher louca!

Não consegui colocar o video nessa budega, lá vai o link –> Perlla no MGTV

Supermercado pela internet já!!

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Uma das atividades domésticas das quais sou responsável aqui em casa é o supermercado, e até que faço sem reclamar muito. Como as atuais famílias de duas pessoas que trabalham fora, eu e meu marido quase não comemos em casa, portanto o supermercado se reduz à produtos para lanche, higiene pessoal e limpeza da casa.

Mesmo não tendo que comprar quilos de arroz, feijão e carne, confesso que não sei como gasto tanto dinheiro no supermercado, acho que tem algum esquema pra fazer você nunca gastar menos de R$ 100 em uma compra. Tirando minha indignação pelo motivo de que tudo, exatamente tudo, é mais caro aqui em Manaus, tem outra coisa que me tira ainda mais do sério, as pessoas que freqüentam o supermercado.

Não tenho problemas de socialização, sério mesmo, mas me irritei profundamente comigo mesma quando entrei no estacionamento do DB semana passada e me toquei que era quarta-feira, alerta vermelho, o único dia que é proibido ir ao supermercado é quarta-feira.

É incrível como as pessoas atendem ao chamado da promoção, e o pior, acreditam que estão pagando mais barato por alguma coisa, santa ignorância!!! Parece um monte de desesperado estocando pra uma quarentena, e nem se tocam que o que eles economizam em um produto pagam mais caro em outro.

Tudo bem, eu precisava comprar, me conformei que ia ter que enfrentar fila no caixa e entrei. Mas logo de cara fico atrás de uma daquelas retardadas que se perdem no tempo e no espaço sem saber o que ta procurando, sabe aquelas que vão passear no supermercado e esquecem que tem gente atrás querendo passar? Pois é… respira fundo… Melhor ficar atrás dela do que na frente dos mal educados que acertam a suas pernas com o carrinho.

Os corredores do DB não facilitam, e em todo cruzamento tem um carrinho impedindo a passagem. Puts! Eu tenho o maior cuidado de não deixar meu carrinho atrapalhando a passagem de ninguém, mas sou obrigada a procurar desvio pra passar.

Agora nunca entendi uma coisa, por que diabos as pessoas vão “de galera” pro supermercado? Que não tenha com quem deixar as crianças (que enchem o saco por sinal) eu até entendo, mas a sogra, a tia, o cunhado, o irmão… todo mundo engarrafando os corredores, menino correndo. E ainda fica cada um segurando uma vaga na porcaria da fila enquanto as mulheres vão enchendo o carrinho. Isso devia ser proibido. Se pudesse entrar com o cachorro não duvido nada dos sem-noção colocarem os bichos junto com a compras.

Isso pra não falar de quem come os produtos dentro do supermercado, mesmo tendo uma placa de proibido e avisos sonoros a cada 5 minutos.

Mas entre mortos e feridos consegui chegar na fila, quase ficando cega, pois algumas moças de família resolveram arrumar namorado durante as compras e foram com uns modelitos maravilhosos, mostrando as bochechas (da bunda). Ótimo ambiente familiar.

Nooossa, e ainda descobri que a piriguete que tava na minha frente é amiga da caixa, que legal!! Depois de ouvir a conversa sobre o forró do Bagaça enfim é minha vez. Mas pra fechar com chave de ouro, por que um peido pra quem ta cagado não é nada, acabou o papel da caixa registradora, isso tinha que acontecer na minha vez, é castigo, afinal não era pra eu ter esquecido que na quarta é proibido ia ao supermercado.

Será que vai demorar muito para que possamos fazer as compras pela net?

Vai ficar pra história

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Uma semana marcante… primeiro o Rio Negro ultrapassa a maior cheia da história, e o mais assustador, continua subindo sem previsão de parar. Fenômeno da natureza que só acontece há cada 50 ou 100 anos, dizem os especialistas, mas na verdade ninguém sabe explicar realmente o porquê. 

Vejam como é a força da natureza, nós somos apenas um graveto que pode ser jogado longe com o vento.  Como disse o filósofo Raul Seixas “O planeta como um cachorro eu vejo, se ele já não aguenta mais as pulgas se livra delas com saculejo”.

O outro fato histórico da semana abalou o mundo todo. Não adiantou a infinidade de talento, a genialidade, revolucionar a música pop e criar um estilo único de dança, se consagrar como astro e ídolo, mas nunca pareceu ter muito respeito pela vida, com suas esquisitices e polêmicas praticamente se auto-destruiu e deixa esse mundo mais cedo. Michael Jackson fica imortalizado pela sua arte.

Percebi que grandes pessoas sempre tendem a não valorizar muito a vida, são vários exemplos na música principalmente, espero que o mesmo não aconteça com Amy Winehouse, que infelizmente pode ser a próxima se seguir neste ritmo.

Futuramente vou poder dizer aos meus filhos que assisti o Michael Jackson quando ainda era vivo na televisão e também que presenciei a maior cheia do Rio Negro da história, tudo isso na mesma semana de junho de 2009. Espero que eu lembre também que nesta semana comemorei meu aniversário no sítio, curti a ressaca com o retorno da minha gastrite parte III, o Anderson foi pra Porto Alegre e eu fiquei aqui com inveja, pq o trabalho dele é mais legal que o meu. Mas com certeza isso vai ser coisa do passado.

O que não vai passar nunca é essa melodia de ”Beat It” na minha cabeça, desde ontem quando ouvi no Jornal Nacional e hoje repetiu o dia todo na televisão.

Novo point de Manaus

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Seu carro!!

Pense só, quantas horas você tem gasto dentro do carro ultimamente? E essa maravilha do trânsito de Manaus só vai nos possibilitar cada vez mais tempo ocioso em nossos veículos daqui pra frente, então se prepare, é um bônus da Prefeitura pra vc que tem trabalhado demais, e precisa passar mais tempo descansando.

Nas horas que vc passa no carro dá pra desestressar, bater um papinho por telefone, entrar na internet, assistir a um filme inteiro (agora sim vale a pena ter um dvd no carro) e até marcar teleconferências e reuniões com os amigos.

Mesmo morando a quatro quadras do meu trabalho, quando saio de manhã eu consigo ouvir todo o programa do Mução, na Rádio Mix que começa às 7h, consigo até rir de manhã cedo, logo eu que nunca costumava chegar no trabalho feliz.

Também virei adepta de um famoso esporte americano “refeição dentro do carro”, gente vcs não imaginam como é tranquilo, logo pra mim que como devagar, não preciso engolir a comida e sair correndo, dá tempo até pra sobremesa dentro do carro. Meu lanche da tarde está sendo durante o percurso Parque 10 – Bola da Suframa de 17h às 18h15…

Lembrando que 18h tem Mução de novo na Mix, dá pra se rachar de rir bem no meio do rush! Quando acaba sempre rola um Conto do Motoboy Jackson Five ou mudo pra Jovem Pan pra ouvir o desafio do Polvilho. Ou seja, as rádios até são legais quando não tá tocando Rihanna-Britney-Beyonce.

De noite só resta apelar pra música, e o melhor, o DJ é vc mesmo, andava sem tempo pra ouvir aquela seleção de músicas antigas? Agora tem de sobra! Eu recomendo uma trilha de New Age, uma música de relaxamento pra chegar em casa e curtir o fim da noite bem tranquila com o marido/esposa, mas cuidado pra não dormir, afinal de vez em quando vc vai precisar dirigir.