Ping

July 27th, 2010 briglia No comments

O ping é um programa comumente usado para verificar se dois computadores estão na mesma rede e “se enxergando”. Ou seja, você liga o computador da sua irmã na rede de casa e depois liga o seu. Ela quer que você passe os últimos episódio de Glee, mas uma máquina não consegue acessar a outra. É aí que você faz um “ping <ip_do_pc_da_irma>” e verificar se há um pong, que é a resposta ao ping. Significa que a máquina-destino recebeu “a mensagem” e respondeu devidamente.

Ok, esse é o contexto dos nerds-gordos-gerentes-de-rede. Mas é claro que as mentes maléficas do twitter tinham que criar outro significado para esse inocente comando.

O ping é uma técnica utilizado pelos efusivos e danados. Tanto homens quanto mulheres se utilizam da técnica do ping para tentar investidas mais diretas. Com o advento da Internet, celulares com SMS, bina, email, twitter com Direct Message (DM), etc.. É muito diversificado o uso do ping.

Como identificar? Bem, um ping é aquela mensagem de texto que chega no seu celular às 4 da manhã de um sábado: “Oi?” ou ainda aquela DM que pinta na sua conta: “Tá acordado(a)?”. Ou então, você esquece o MSN ou o Gtalk ligado no trabalho e quando chega no outro dia tem uma mensagem daquele ex: “Nossa! Conectada a essa hora?”

Notem que o remente de um ping anseia por uma resposta. Ele sempre utiliza perguntas para forçar o destinatário a respondê-lo. Quando o destinatário responde a um ping, aconteceu um PING RESPONSE (ou PONG), ou seja, é hora de tentar uma conexão mais palpável, se é que vocês me entendem.

Mas, cuidado! Nem todas as redes deixam trafegar um ping assim, livremente. E pior, já vi gente máquinas que fazem broadcast do ping, informando a todos que recebeu um! Isso é uma puta falta de sacanagem.

Façam um favor: deixem os pings trafegarem e só respondam os que lhe interessam. Quanto aos spammers efusivos, deixem eles atirarem, uma hora a placa-de-rede queima.

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Os tipos de trolls

June 8th, 2010 briglia 2 comments

Como bem lembrado pelo comentário do Peterson, no post anterior, o troll é uma figura do folclore escandinavo. Como também dito no post anterior, o troll discutido aqui é uma metáfora utilizada para pessoas que praticam a arte de trollar.

Engana-se quem pensa que todos os trolls são iguais. Não são. Existem vários tipo de trolls, todos eles dependendo do assunto trollado e da própria reação do indivíduo. Segue alguns tipos:

  1. Troll engraçado: esse tipo de troll possui um humor que muitas vezes não é compreendido ou é até confundido com uma trollada real. O troll engraçado tem como objetivo arrancar risadas, mesmo que sejam aquelas risadas tímidas de quem tem vergonha de admitir que ele está certo. Geralmente o Troll engraçado utiliza assuntos considerados politicamente incorretos como matéria-prima para a piada, tais como, diferenças entre as raças, machismo, feminismo, sexo, religião, jihad, etc.
  2. Troll mola: como bom nerd, você sabe que as molas armazenam energial potencial, correto? Se uma mola está comprimida, o que acontece se ela sofrer um estímulo? Ela descomprime rapidamente liberando energia. O Troll mola funciona basicamente desse jeito. Esse tipo de troll funciona na lei da Física: ação <-> reação. Ele(a) consegue ser engraçado e inteligente, mas quando recebe o estímulo certo, ou seja, uma trollada, descarrega toda a sua energia negativa de uma só vez. Também conhecido como Troll reacionário ou Troll recalcado. Você pode testar se alguém é um Troll mola só pelo fato de xingar um parente dele(a): os pais, os filhos, o cônjuge, etc. O típico Troll mola vai descarregar de uma vez. Esteja preparado para ouvir palavrões e provocações, durante MESES.
  3. Troll chato: o Troll chato não sabe que é troll. Geralmente o Troll chato se forma naquele nerd que foi sacaneado na escola e agora, com 35 anos, acha que tem que dar o troco para o Mundo. Os Troll chatos chegam ao seu ápice quando são confrontados no assunto mais conhecido. (Apesar de que eles acham que todos estão errados e somente eles estão certos, em qualquer assunto).
  4. Troll sociopata: o grande alvo do Troll sociopata são as pessoas, como o próprio nome já dá uma pista. O Troll sociopata exercita bem o mandamento de Trollar a tudo e a todos. Ele trolla a todos *mesmo*. Amigos, vizinhos, estranhos, geralmente estão entre as vítimas das trolladas desse tipo de troll. Ele não liga se alguém vai ficar magoado ou se o amigo vai ficar chateado. Geralmente são pessoas anti-sociais, solitárias e que possuem amigos verdadeiros, 1 ou 2. O Troll sociopata acredita que os animais são os únicos que são dignos de seu amor, mas à noite ele(a) chora mordendo a fronha do travesseiro e imaginando estar numa praia rodeada de amigos. (Estilo comercial de pasta de dente). O Troll sociopata adora uma fofoca e não perde um episódio de Gossip Girl.
  5. Troll wannabe: o Troll wannabe ou fake geralmente é mono-temático, ou seja, só trolla um assunto. As ações dos Trolls wannabe são direcionadas a um grupo ou ao assunto escolhido. O Troll wannabe seria incapaz de trollar alguém na vida real. Esse tipo de troll só está atrás de fama e morre de medo de ser desafiado para um duelo de trolls.
  6. Troll carapuça: esse tipo de troll é fácil. É aquele que chegou até aqui e está tentando adivinhar se eu escrevi algo pensando nele. Ei, Troll carapuça, saiba que escrevi tudo pensando em você mesmo. E aí, vai fazer o quê? :)
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A arte de trollar

June 4th, 2010 briglia 2 comments

Trollar é a ação do troll. É claro que essa palavra é inventada e com certeza não deve existir. O troll tratado aqui é relacionado ao termo usado na Internet para pessoas que provocam discussões, mandam todos irem tomar no c…, essas coisas. O troll não tem apego, não tem mãe e nem pai quando está trollando.

Para quem não sabe, trollar é uma arte que precisa de algum preparo. Segue alguns pontos para você que quer iniciar:

  1. O troll não é burro: salvo os casos em que o troll só sabe xingar e usar palavrão, um troll completo deve conhecer o assunto que está trollando. Se não sabe, pelo menos deve fingir que sabe, e fingir bem.
  2. Aguente as retaliações: o troll não deve se sentir ofendido com uma retaliação. Não interessa se xingaram a mãe, o pai ou os filhos. O troll não tem apego e tem que se preparar psicologicamente pra isso. (Eu diria que deve ser parecido com um jedi)
  3. Trollar tudo e todos: o troll puro não tem família. Não na hora de um “insight” de trollagem. Ele trolla a mãe, os irmãos, o pai, a esposa. O troll deve ser imparcial com o que trolla. (Muito cuidado aqui, você pode desde perder o emprego até se divorciar, use o bom senso).
  4. Não desça o nível: se você, troll-padawan, foi xingado com um sonoro filho-da-puta, não responda na mesma moeda. Use sua inteligência e faça alguma ironia ou ataque os defeitos físicos do inimigo. Atacar os defeitos físicos é ótimo, principalmente se o inimigo for mulher ou metrossexual. ElAs odeiam isso.
  5. Não se filie a nenhum partido político: os políticos são alvos de muita trollagem. É uma mina de ouro para todos os trolls e um bom ponto-de-partida para os trolls novatos. Por esse motivo, não se filie a nenhum partido político, você não tem como prever com quem eles irão “se amancebar coligar” no futuro. Se você tem alguém próximo que é político ou é empregado de político, esqueça! Se você trollar algum outro político vão achar que você está fazendo campanha. Ou se trolla todos ou nenhum, não há meio termo.
  6. Tenha senso de humor: existem várias espécies de troll, mas particularmente aqueles que fazem humor com pimenta são os melhores na minha opinião. Dê risada das suas próprias trolladas (nem que seja aquela risada maléfica de bruxa), e você vai ser um troll de sucesso! (ahahaha)
  7. Se prepare para a guerra: hoje em dia é mais fácil comprar uma arma do que renovar o passaporte. Se você trolla pessoas perigosas, se prepare para que a retaliação se torne real e venha pra cima de você com tudo. Se tem medo, desista, você é muito frouxo pra ser um troll completo. Volte para a frente do computador e vá brincar de World of Warcraft.
  8. Generalize: generalizar é uma técnica muito usada pelos trolls. Chamar todos os evangélicos de burros por darem dinheiro ao pastor ou dizer que todos os políticos roubam ainda é uma boa trollada (se bem que esse último é verdade hein?). Generalizar no campo religioso é muito fácil, mas você tem que ter cuidado. Ao mexer com as crenças dos outros você pode gerar mágoas. Caso isso aconteça, parabéns! Você está no caminho certo da trollagem!
  9. Os trolls também amam: #NOT!
  10. Prepare-se para a “solidão”: um troll causa medo. As pessoas que não sabem rebater as trolladas ou simplesmente não querem fazer parte da “brincadeira”, vão se afastar do troll ou ao menos, não comentar certos assuntos com eles. Não se preocupe, mantenha-se firme e lembre-se que foi você que começou isso. Um dia aparece um troll à sua altura.

Espero que essas dez dicas possam ajudar àqueles que querem iniciar na nobre arte da trollagem. Outros posts virão com mais informações sobre o assunto.

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    Ói, ói o trem

    May 23rd, 2010 briglia No comments

    Dizem que a nossa vida é como um trem: algumas pessoas sobem, outras saltam e outras ainda ficam nessa viagem até o ponto final. Todas as pessoas deixam e levam alguma coisa, é assim mesmo.

    Ontem foi a despedida de mais um amigo que está saindo da empresa e mudando de cidade. Essa despedida não foi menos dolorosa do que as outras que têm acontecido nos últimos meses. Qual despedida de uma pessoa querida não é dolorosa?

    Quando se passa muito tempo em um trabalho, começamos a fundir o trabalho com o pessoal, os colegas com os amigos. Tudo vira uma mistura homogênea e não conseguimos separar o que é somente trabalho do que é a vida pessoal. Me sinto assim trabalhando na mesma empresa por quase 6 anos.

    Trabalhar por muito tempo assim no mesmo lugar é como um casamento: tem seus altos e baixos. Ninguém consegue manter um humor, uma motivação 100% do tempo por tantos anos assim. A diferença está em ser flexível e saber sair das crises.

    Tem gente que escolhe desistir. Simplesmente acha que os bons tempos terminaram e não há nada que se possa fazer para melhorar. Eu não tiro a razão dessas pessoas mas prefiro ser mais otimista.

    A saudade está aí pra nos lembrar de tempos que foram muito bons. Essas lembranças nos ajudam a ter esperança que tempos assim podem voltar. Se não tivermos esperança, como viveremos?

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    Rocky Balboa!

    March 23rd, 2010 briglia 1 comment

    Sou fã do Rocky Balboa, isso não é novidade. Penso até em colocar o nome do meu primeiro filho (se for homem) de Apolo (quem assistiu, sabe). Ele só não pode nascer negão né? Senão vai rolar um exame de DNA na hora! hehe

    Por muitos anos treinei kung fu. Se fosse juntar as idas e vindas do treino acho que dariam uns 4 anos consecutivos. Mas ultimamente ficou muito longe e caro. E talvez eu tenha desempolgado. Mas recomendo a qualquer um que goste de filmes de luta (é impossível não comparar), e que goste da cultura chinesa. É muito bom!

    Então, falando do boxe. Comecei tem quase 1 mês e estava doido pra colocar em prática algum treino. Sei que é cedo, mas o boxe é assim: 70% treino físico e 30% treino técnico. Não desmerecendo o esporte, mas alguns movimentos de kung fu são bem mais complexos que o os do boxe. O problema é o treino físico.

    Nesse quase 1 mês de aulas eu sinto que estou melhorando a parte física, ao menos. E aula boa é aquela que você quase desmaia de cansaço, hehe. E tem sido assim desde o início. Pra completar estou inventando de ir de bike de vez em quando e subir a longa avenida Recife depois do treino é dose!

    Hoje comprei luvas profissionais e depois de um treino exaustivo fui fazer uma “luta” (já explico as aspas) de 2 assaltos. Os oponentes foram os dois treinadores que estavam lá hoje. Um deles já é coroa mas bastante forte e o outro está em plena força física e está até pensando em se profissionalizar. Ou seja, me lasquei.

    É claro que não foi uma luta pra valer. Foi mais um sparring do que uma luta. Sparring é tipo um exercício que você faz com alguém mas não bate com toda a força. Se eles tivessem lutado pra valer isso aqui não seria um post em um blog e sim uma carta psicografada de algum médium de algum centro espírita. :P

    Olho de tigre!

    O primeiro assalto foi tranquilo. Troquei alguns golpes com o coroa lá mas ele devolveu alguns. Terminei bem e sem muito cansaço.

    O segundo assalto contra o mais jovem e mais forte foi bom. Ele até disse que eu estava indo bem. Os golpes foram mais fortes e rápidos, dos dois lados. Porém, ele acertou tanto a minha barriga que eu fui perdendo o fôlego. Quando notei, já estava tonto e baixei a guarda. Foi quando levei um cruzado no pé-do-ouvido que quase me fez cair, hehe. Ele notou que eu não tinha mais condições de continuar e parou o treino, sorrindo.

    Confesso que fiquei meio puto com isso. Porra! Treinei anos de kung fu e agora pego uma porrada dessas, de leve ainda, e quase caio? Mas depois pensei melhor e vi que um esporte não tem NADA A VER com o outro. As bases, os socos, as defesas, é tudo muito diferente. Sem falar na minha idade e no meu sedentarismo que também são bem diferentes da época que eu treinava kung fu.

    Espero ir melhor nos próximos treinos com luta. Como tudo que eu faço, tenho vontade de botar em prática o que estou aprendendo! Quem sabe em um campeonato para amadores? Mas ainda tem muito, mas muito treino pela frente antes disso acontecer.

    Tem que melhorar a guarda.

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    Professor Anderson

    March 21st, 2010 briglia No comments

    Não que eu trabalhe pouco, mas acabei de arrumar outro emprego. Na realidade, voltarei a fazer uma das coisas que mais gosto: dar aulas.

    Lá pelos anos de 1996 eu comecei a dar aulas de informática básica em algumas escolinhas particulares em Boa Vista-RR. Tinha 18/19 anos na época e logo notei que herdei esse dom do meu pai.

    (Parênteses gigante)

    Meu pai, além de ter trabalhado por 40 anos como mecânico de aviões, é também um dos melhores professores que já existiu em RR. Ok, posso ter exagerado, mas o pai é meu e eu o elogio como quiser. :) Meu pai é da primeira turma de professores do então Território de Roraima. Sim, ele é bem antigo mesmo.

    (Fecha o parênteses)

    E lá estava eu, indo de bike pra escola dar aulas para funcionários públicos que mal sabiam o que eram os tais “terminais”, os nossos computadores de hoje. Naquela época a Internet mal existia no Brasil, quem dirá em BV. Mas o governo municipal notou que precisava dar uma reciclada nos funcionários mais antigos, afim de deixá-los craques em Windows/Word/Excel. Foi aí que eu entrei.

    Ganhei meu primeiro computador com uns 17 anos e apesar das brigas e disputas pra mexer nele com o meu irmão mais novo, no fim a gente até que se deu bem e hoje os dois ganham a vida mexendo nessas incompreensíveis máquinas.

    Lembro que fiz um curso com vídeo-aulas. O curso foi grátis e de 60 pessoas no final só restava eu. Confesso que o curso foi meio chato e por muitas vezes eu dormi. Mas ele foi o pontapé inicial para eu me apaixonar por esse universo.

    Voltando às aulas. Antes de virar professor da tal escolinha eu tive que concorrer à vaga com outros professores. Claro que eles tinham mais experência e estavam até mais bem vestidos que eu. Fiquei com vergonha um momento e achei que não iria rolar. Mas sabe quando você fica tão à vontade de fazer uma coisa que parece que você nasceu pra isso? Foi isso que aconteceu na minha audiência de seleção. Fiz bonito e fui contratado. Peguei a bike e voltei feliz pra casa.

    Eu dava aulas pela manhã. Duas turmas, das 08 às 10 e das 10 às 12. Saía de lá, ia pra casa, comia e pedalava até a Escola Técnica, onde cursava Eletrotécnica. Já imaginaram que eu devia ser um palito de magro de tanto andar de bike né? Pois eu era. Diziam até que se batesse um vento e minhas orelhas (que não são pequenas), pegassem o vento de frente eu voaria, igual ao Dumbo, hehe. (Isso foi um trauma de infância).

    Ensinar pessoas que estão acostumadas a fazer o trabalho com uma máquina de datilografar, ou pior, à mão, é complicado. Alguns eu tinha a certeza que iriam se dar muito bem, mas outros, coitados, tinham que ter uma atenção toda especial. O problema nesses cursos é o tempo. Não dá pra parar tudo porque dois ou três alunos não estão conseguindo acompanhar de jeito nenhum. Acho que fiz o melhor.

    Tanto é que fizeram até uma festinha de despedida para mim. Fiquei tão lisonjeado, lembro que ganhei um perfume e um cartão com a assinatura de todos os alunos. Se eu fosse mais gordo um pouco, com essa quantidade de líquido que tenho hoje, acho até que teriam rolados algumas lágrimas. :P

    E fiquei nessa de dar aulas por alguns anos. Era um dinheiro que vinha em ótima hora. Pagava o inglês e as baladas, claro. Os nerds também bebem e saem. Tá, nem todos os nerds, mas eu sim. :)

    Arrumei outros empregos que pagavam melhor e saí dessa vida. Depois vim embora para Manaus e descobri que dar aulas realmente não dá dinheiro no Brasil. Mesmo assim ainda dei um treinamento na PRODAM uma vez. E ano retrasado tive que pagar o estágio em docência do mestrado e voltei a dar aulas. E não é que ganhei um cartão de presente novamente? hehe.

    O interessante em ser um professor jovem (e com essa minha cara de moleque ainda), é que as pessoas sempre desconfiam que você seja tecnicamente bom. Elas não acreditam que uma pessoa jovem, ou que aparenta ser jovem, pode ter a manha de dar aulas. Sempre senti isso e também já pensei isso de outros professores que tive. Acho que é meio inevitável julgar o livro pela capa.

    Quinta passada fui lá na coordenação do curso da faculdade particular que vai me contratar (se a matriz aceitar).  Estou sentado esperando ser atendido e encontro um conhecido:

    - Opa Anderson! Tudo bem?

    - Ow rapaz (não lembrei o nome dele, hehe), tudo bem!

    - E aí, tá esperando pra falar com a coordenadora? Algum problema no curso? Posso ajudar?

    - Não não, na realidade eu não estudo aqui. É que vim fazer uma entrevista pra uma vaga de professor…

    - Ah é? (Sempre rola o espanto). Que legal cara! Boa sorte então. Aqui é muito legal pra trabalhar!

    - Legal, vamos ver.

    Nem me ofendo mais com a surpresa.

    E é isso. Se tudo der certo eu começo na próxima terça e ficarei esse semestre como professor lá. O pagamento não é lá essas coisas, mas é melhor do que um chute no saco.

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    Auto-censura

    March 20th, 2010 briglia No comments

    Sou um brincalhão, se você ainda não notou então com certeza já deve ter se sentido ofendido com alguma brincadeira que eu tenha feito.

    O problema de ser brincalhão é que às vezes as coisas sérias que você fala parecem brincadeiras, ou vice-versa. E é no vice-versa que a coisa complica: falar algo na brincadeira e ser levado a sério é uma coisa que me irrita profundamente.

    Não gosto de explicar piadas e não gosto de ser julgado por alguma brincadeira que tenha feito. Mas aí você pode pensar: “Mas Anderson, você brinca com coisa séria…” e eu pergunto: E daí?

    Brincadeira é brincadeira. Humor é humor. A sacada engraçada não respeita, não explica e só precisa ter o timing certo.

    Me lembro da época que podíamos fazer piadas com pretos, com amarelos, com índios, com religiosos, com mulheres, etc. Sem termos medo de sofrer um processo. Porra, o mundo deveria ser um lugar engraçado.

    É por essas e outras que abandonei meu twitter. Não sei se vou voltar. Se não for pra falar o que quero, prefiro não voltar. Se for pra ser hipócrita ou ficar revisando três vezes cada coisa que escrevo então prefiro não tê-lo.

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    Efeito Nostradamus

    March 15th, 2010 briglia No comments

    Nesse último final-de-semana assisti alguns programas especiais que estão passando no History Channel. “Efeito Nostradamus” é uma série de programas que têm como objetivo mostrar algumas profecias dele e também as outras profecias em outras culturas antigas que afirma que o nosso mundo passará por uma grande mudança no ano de 2012. Eu não sei vocês, mas eu sou influenciável por esse tipo de coisa.

    Os últimos acontecimentos mundiais como terremotos, guerras, pandemias, ódio religioso, etc. Têm me feito pensar bastante para onde estamos indo e o que posso fazer pra proteger a minha família.

    Talvez eu esteja supervalorizando isso tudo só pra ter mais uma desculpa pra não ter filhos no momento. Mas já estamos preparando o terreno e se tudo correr bem o Apollo (nome temporário), vai logo logo estar entre nós. Não, se não for homem eu não vou chamá-la de Athenas.

    Enfim, espero que eu ainda tenha esse domínio e esse blog, para que em 2013 eu faça um post satirizando este aqui. Pra quem ainda não sabe, a grande mudança mundial será no dia 21 de Dezembro de 2012. Até lá!

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    Vídeo da Taxa do Lixo sendo aprovada em Manaus

    January 16th, 2010 briglia No comments

    Esse vídeo ficou perfeito! Como vocês sabem, essa parte do filme “A Queda” está sendo satirizada faz tempo. Alguém resolveu fazer mais uma sátira, mas dessa vez usando a Câmara Municipal de Manaus e o prefeito atual (Amazonino) como pano de fundo. Nem preciso dizer que ficou ótimo! Assistam!

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    Falta ambição

    January 5th, 2010 briglia 4 comments

    Tudo começou quando alguns twitteiros manauras resolveram se mobilizar contra alguns vereadores que aprovaram mais uma taxa, a famosa taxa do lixo. Vocês podem ler mais em dois blogs com textos bem explicados, aqui e aqui.

    Mas o meu post não é sobre isso, é sobre o que tenho ouvido e notado de alguns colegas e amigos.

    O brasileiro é sim um povo preguiçoso. Não estou dizendo preguiçoso no sentido de que não goste de trabalhar, mas existe uma preguiça moral. A preguiça moral é aquela preguiça que você tem de se engajar em questões sérias, em questões políticas. Do alto dos meus 30 anos, sempre me considerei um cidadão apático politicamente. Não gosto de política, não confio em políticos e acho que todos são corruptos. Os que não entram no esquema não conseguem NADA!

    Mas aí, algumas coisa mudou nas últimas semanas. Resolvi entrar numa questão política, na realidade, numa questão que TODO CIDADÃO brasileiro deveria ter como meta: cobrar os políticos em que vota! Entrei como contribuinte para os outdoors contra a taxa do lixo e comecei a me interessar um pouco pela política aqui em Manaus.

    Não sou um Che Guevara, e talvez seja tarde pra isso, mas eu fico realmente muito chateado com a apatia de algumas pessoas. Acredito mesmo que para não ter uma vida medíocre um homem deve lutar por algo em que acredita: a religião, os filhos, a família, o emprego ou uma sociedade mais justa.

    No Brasil é muito difícil lutar por uma sociedade mais justa. Aqui é muito difícil encontrar pessoas que tenham motivação de lutar, que não tenham o rabo preso ou que acreditem que é possível mudar alguma coisa.

    O brasileiro só pensa em si. Nunca teríamos kamikazes brasileiros, prontos para darem a vida por patriotismo. Não temos heróis pois nos falta ambição. Ambição em ter um país limpo da corrupção e da troca de favores.

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