Archive

Archive for the ‘Críticas’ Category

Os tipos de trolls

June 8th, 2010 briglia 2 comments

Como bem lembrado pelo comentário do Peterson, no post anterior, o troll é uma figura do folclore escandinavo. Como também dito no post anterior, o troll discutido aqui é uma metáfora utilizada para pessoas que praticam a arte de trollar.

Engana-se quem pensa que todos os trolls são iguais. Não são. Existem vários tipo de trolls, todos eles dependendo do assunto trollado e da própria reação do indivíduo. Segue alguns tipos:

  1. Troll engraçado: esse tipo de troll possui um humor que muitas vezes não é compreendido ou é até confundido com uma trollada real. O troll engraçado tem como objetivo arrancar risadas, mesmo que sejam aquelas risadas tímidas de quem tem vergonha de admitir que ele está certo. Geralmente o Troll engraçado utiliza assuntos considerados politicamente incorretos como matéria-prima para a piada, tais como, diferenças entre as raças, machismo, feminismo, sexo, religião, jihad, etc.
  2. Troll mola: como bom nerd, você sabe que as molas armazenam energial potencial, correto? Se uma mola está comprimida, o que acontece se ela sofrer um estímulo? Ela descomprime rapidamente liberando energia. O Troll mola funciona basicamente desse jeito. Esse tipo de troll funciona na lei da Física: ação <-> reação. Ele(a) consegue ser engraçado e inteligente, mas quando recebe o estímulo certo, ou seja, uma trollada, descarrega toda a sua energia negativa de uma só vez. Também conhecido como Troll reacionário ou Troll recalcado. Você pode testar se alguém é um Troll mola só pelo fato de xingar um parente dele(a): os pais, os filhos, o cônjuge, etc. O típico Troll mola vai descarregar de uma vez. Esteja preparado para ouvir palavrões e provocações, durante MESES.
  3. Troll chato: o Troll chato não sabe que é troll. Geralmente o Troll chato se forma naquele nerd que foi sacaneado na escola e agora, com 35 anos, acha que tem que dar o troco para o Mundo. Os Troll chatos chegam ao seu ápice quando são confrontados no assunto mais conhecido. (Apesar de que eles acham que todos estão errados e somente eles estão certos, em qualquer assunto).
  4. Troll sociopata: o grande alvo do Troll sociopata são as pessoas, como o próprio nome já dá uma pista. O Troll sociopata exercita bem o mandamento de Trollar a tudo e a todos. Ele trolla a todos *mesmo*. Amigos, vizinhos, estranhos, geralmente estão entre as vítimas das trolladas desse tipo de troll. Ele não liga se alguém vai ficar magoado ou se o amigo vai ficar chateado. Geralmente são pessoas anti-sociais, solitárias e que possuem amigos verdadeiros, 1 ou 2. O Troll sociopata acredita que os animais são os únicos que são dignos de seu amor, mas à noite ele(a) chora mordendo a fronha do travesseiro e imaginando estar numa praia rodeada de amigos. (Estilo comercial de pasta de dente). O Troll sociopata adora uma fofoca e não perde um episódio de Gossip Girl.
  5. Troll wannabe: o Troll wannabe ou fake geralmente é mono-temático, ou seja, só trolla um assunto. As ações dos Trolls wannabe são direcionadas a um grupo ou ao assunto escolhido. O Troll wannabe seria incapaz de trollar alguém na vida real. Esse tipo de troll só está atrás de fama e morre de medo de ser desafiado para um duelo de trolls.
  6. Troll carapuça: esse tipo de troll é fácil. É aquele que chegou até aqui e está tentando adivinhar se eu escrevi algo pensando nele. Ei, Troll carapuça, saiba que escrevi tudo pensando em você mesmo. E aí, vai fazer o quê? :)
Categories: Comédia, Críticas, Picuinhas Tags:

Auto-censura

March 20th, 2010 briglia No comments

Sou um brincalhão, se você ainda não notou então com certeza já deve ter se sentido ofendido com alguma brincadeira que eu tenha feito.

O problema de ser brincalhão é que às vezes as coisas sérias que você fala parecem brincadeiras, ou vice-versa. E é no vice-versa que a coisa complica: falar algo na brincadeira e ser levado a sério é uma coisa que me irrita profundamente.

Não gosto de explicar piadas e não gosto de ser julgado por alguma brincadeira que tenha feito. Mas aí você pode pensar: “Mas Anderson, você brinca com coisa séria…” e eu pergunto: E daí?

Brincadeira é brincadeira. Humor é humor. A sacada engraçada não respeita, não explica e só precisa ter o timing certo.

Me lembro da época que podíamos fazer piadas com pretos, com amarelos, com índios, com religiosos, com mulheres, etc. Sem termos medo de sofrer um processo. Porra, o mundo deveria ser um lugar engraçado.

É por essas e outras que abandonei meu twitter. Não sei se vou voltar. Se não for pra falar o que quero, prefiro não voltar. Se for pra ser hipócrita ou ficar revisando três vezes cada coisa que escrevo então prefiro não tê-lo.

Categories: Críticas, Pessoal Tags:

Vídeo da Taxa do Lixo sendo aprovada em Manaus

January 16th, 2010 briglia No comments

Esse vídeo ficou perfeito! Como vocês sabem, essa parte do filme “A Queda” está sendo satirizada faz tempo. Alguém resolveu fazer mais uma sátira, mas dessa vez usando a Câmara Municipal de Manaus e o prefeito atual (Amazonino) como pano de fundo. Nem preciso dizer que ficou ótimo! Assistam!

Categories: Comédia, Críticas, Picuinhas Tags:

Falta ambição

January 5th, 2010 briglia 4 comments

Tudo começou quando alguns twitteiros manauras resolveram se mobilizar contra alguns vereadores que aprovaram mais uma taxa, a famosa taxa do lixo. Vocês podem ler mais em dois blogs com textos bem explicados, aqui e aqui.

Mas o meu post não é sobre isso, é sobre o que tenho ouvido e notado de alguns colegas e amigos.

O brasileiro é sim um povo preguiçoso. Não estou dizendo preguiçoso no sentido de que não goste de trabalhar, mas existe uma preguiça moral. A preguiça moral é aquela preguiça que você tem de se engajar em questões sérias, em questões políticas. Do alto dos meus 30 anos, sempre me considerei um cidadão apático politicamente. Não gosto de política, não confio em políticos e acho que todos são corruptos. Os que não entram no esquema não conseguem NADA!

Mas aí, algumas coisa mudou nas últimas semanas. Resolvi entrar numa questão política, na realidade, numa questão que TODO CIDADÃO brasileiro deveria ter como meta: cobrar os políticos em que vota! Entrei como contribuinte para os outdoors contra a taxa do lixo e comecei a me interessar um pouco pela política aqui em Manaus.

Não sou um Che Guevara, e talvez seja tarde pra isso, mas eu fico realmente muito chateado com a apatia de algumas pessoas. Acredito mesmo que para não ter uma vida medíocre um homem deve lutar por algo em que acredita: a religião, os filhos, a família, o emprego ou uma sociedade mais justa.

No Brasil é muito difícil lutar por uma sociedade mais justa. Aqui é muito difícil encontrar pessoas que tenham motivação de lutar, que não tenham o rabo preso ou que acreditem que é possível mudar alguma coisa.

O brasileiro só pensa em si. Nunca teríamos kamikazes brasileiros, prontos para darem a vida por patriotismo. Não temos heróis pois nos falta ambição. Ambição em ter um país limpo da corrupção e da troca de favores.

Categories: Críticas, Pessoal Tags:

Efeito Galvão Bueno

September 12th, 2009 briglia 1 comment

Há alguns dias eu tenho verificado uma nova “teoria”, o Efeito Galvão Bueno.

Criei esse nome em alusão ao fato de que TODOS gostam de falar mal do Galvão, mas no final das contas, assistir a seleção brasileira jogar com a narração dele é sempre mais legal, mais emocionante. Ou alguém esqueceu da comemoração dele na conquista do tetra?

Mas por que falamos mal do Galvão, da Seleção, do Dunga? Mesmo eles possuindo uma boa aceitação e mantendo um padrão muito bom? Ora, porque é legal falar mal deles, porque é conveniente.

A mesma coisa acontece com o governo Lula. Calma, antes que algum defensor da moral e dos bons costumes me xingue ali nos comentários, vamos aos fatos: O Brasil continua crescendo economicamente. Nunca tantas denúncias contra corrupção aconteceram durante algum governo. Nunca um presidente teve tão alta popularidade quanto o Lula. E por que falamos mal dele? Porque é legal, porque é conveniente novamente. Sim, existem muitos pontos que podíamos detonar com o Lula, mas será que eles são mais importantes que as coisas boas?

E algumas pessoas fazem do Efeito Galvão Bueno a regra em suas vidas. Essas pessoas vivem no limiar entre a chatice e o mal-humor. Sempre reclamando, sempre com alguma consideração. Parece que tudo que ouvem não satisfaz ou não “desce redondo”.

A gente vê isso em peso no twitter. Galera, twitter não é o Muro das Lamentações, beleza?

Categories: Críticas, Picuinhas Tags:

Todos somos ateus

August 21st, 2009 briglia 8 comments

Uma coincidência muito grande aconteceu agora a pouco. Eu já tinha aberto o sistema de blogging e já tinha escrito uma linha quando minha esposa chamou para jantar. Temos a mania de comer na frente da TV e eis que passeando pelos canais vi um programa interessante no canal GNT – Deus: um delírio. E paramos para assistir. Descobri agora no youtube que o documentário na realidade é um livro e que o autor é famoso, chamado Richard Dawkins. Entrevista sobre o livro aqui.

No documentário o Richard (já estou até íntimo), tenta entender o porque das pessoas terem essa fé arraigada e muitas vezes, adultos esclarecidos voltam a ter certezas infantis. Eu tenho até uma comparação para isso.

Lembram no primário quando começamos a aprender os números naturais, depois os racionais, passando pelos inteiros? Vocês imaginavam que existiam os números reais? Olhem bem o nome do conjunto: Números Reais. Pra quem não lembra, esse último conjunto engloba os números menores que zero.

Era possível, entendermos naquele instante a existência dos números reais? Talvez sim, mas lembro que fiquei bastante entusiasmado quando fui apresentado aos números reais alguns anos depois. Talvez se eu tivesse construído todo o meu modo de viver em torno dos números naturais, meu mundo cairia e eu me sentiria desamparado.

E quando estudei álgebra linear na faculdade também aprendi que as operações matemáticas não são “constantes”, ou seja, que 1 + 1 nem sempre é 2. Depende da dimensão em que a operação é feita. Outro paradigma quebrado!

O mesmo pode acontecer hoje com a crença que exista algum deus. Porém, temos uma desvantagem muito grande. Por nascermos e morrermos, e termos a certeza desse último, nosso cérebro precisa de um motivo para viver, ou seja, nós somos programados para acreditar que temos um sentido na vida. É como se estivéssemos desesperadamente atrás de algo para nos agarrarmos, que possamos depositar toda a nossa solidão existencial. É aí que entra Deus. Nós não somos programados para acreditarmos que só existem os números naturais, ou que é impossível termos os números negativos. Assim, fica bem mais fácil aceitar a informação nova que “destrói” o conceito anterior, no caso dos números.

Algumas pessoas me perguntam: “Briglia, porque você implica tanto com religião?” Eu tenho uma resposta: a religião, o fanatismo, tem crescido assustadoramente e eles estão atacando a Ciência! Mesmo com milhares de provas contundentes, estudos e anos de pesquisa, as pessoas voltam à acreditar somente no “conjunto dos números naturais” e esquecem que existe muito mais coisa por trás disso! Há algum tempo atrás, li que a Justiça americana de uma cidadezinha proibiu os professores de ensinarem a teoria da evolução nas escolas. Uma teoria que já existe há anos e está comprovada atrás de montanhas de evidências e até experimentos.

Nós acreditamos em um deus, aprendemos rituais, fazemos o sinal-da-cruz, falamos amém porque fomos condicionados à isso desde o berço. Após 20, 30 anos de “ensinamentos”, vendo as pessoas que mais confiamos nos dizendo para termos fé, dizendo que um livro é o certo, pouquíssimos têm a coragem ou a pretensão de levantar a cabeça e dizer: Peraí! Me deixa tirar as MINHAS conclusões!

Aqui nesse momento, meu caro amigo cristão, você está pensando: “Mas eu sou mente aberta, não sou um fanático do islã!”, sim você não é, mas você vai passar para o seu filho as suas crenças, as suas certezas e isso o afetará durante toda a vida. Quando temos uma religião e compactuamos com seus rituais, acabamos influenciando ao redor e atingindo as pessoas mais próximas. E se seu filho não conseguir ter o discernimento que você tem? E se ele virar um fanático religioso? A culpa é toda sua.

A Ciência não tenta explicar tudo. A Ciência aceita que existem coisas inexplicáveis no Universo. A religião não. Ela tenta explicar tudo e sem provas. Só porque a Ciência não pode desmentir a existência de deus, não significa que ele exista.

Todos somos ateus quando falamos em fadas, gnomos, monstros, o deus Thor, o deus Tupã ou os deuses gregos, deuses que tiveram seu momento de glória e louvor. Os ateus de hoje em dia só são pessoas que não acreditam em mais um deus.

Categories: Críticas, Picuinhas Tags:

Brasileiros, com orgulho?

August 14th, 2009 briglia No comments

Essa guerra entre Rede Globo e Rede Record pode ter muitos interesses ocultos. Aliás, acredito mesmo que a Rede Globo só soltou essas matérias sobre a IURD (Igreja Universal do Reino de Deus) ou (Idiotas Unidos pelo Repasse de Dinheiro), como queiram, por conta de um crescimento vertiginoso na audiência da sua concorrente. Mas, mesmo que isso tudo seja um dèja vu das acusações arquivadas em 2006 pelo Supremo, aquele vídeo do “bispo” Edir Macedo ensinando seus pastores a pedir não seria suficiente pra mostar qual é o objetivo dessa igreja?

Mesmo que tudo que a Rede Globo mostrou seja uma grande conspiração para derrubar a Universal e de quebra, a Rede Record, aquele vídeo dele rindo ao lado de montanhas de dinheiro, não seria suficiente? Eu vos digo: Não, não é suficiente.

Não duvido nada que nos cultos que devem estar rolando nesses dias, a arrecadação tenha aumentado! “Vamos lutar contra essa organização do diabo!”, devem bradar os pastores treinados de Edir. E a palava-de-ordem na redação da Record é: “Achem todos os podres da Rede Globo!”.

Mas, deixando essa briga de lado, o que sobra é a mesma letargia brasileira quando confronta fatos críticos e corruptos. Vejam o caso do Sarney. Vejam o caso aqui do Amazonas, do Wallace Souza.

Pra quem não viu a matéria do Jornal Nacional e a retaliação da Record, seguem os vídeos:

Categories: Críticas, Picuinhas Tags:

Desabafo de um “believer”

March 26th, 2009 briglia 2 comments

Existe uma fama nacional para os amazonenses: a de que somos preguiçosos! Talvez essa fama tenha sido herdada dos nossos antepassados indígenas, os quais só “trabalhavam” quando existia demanda para tal. Os índios não tinham porque fazer estoque de algo, ou plantar hectares de alguma coisa. Tudo estava ali, do lado da taba, era só entrar na floresta densa e rica e voltar com o suficiente para o sustento de todos.

Daquela época para cá, as coisas mudaram. Agora estamos mais acelerados do que nunca. Todos querem produzir mais e melhor. Todos querem comprar mais, vender mais, trabalhar mais! Você se sente impotente diante das milhares de informações que deveria absorver para ser uma pessoa ou até um profissional melhor.

É aí que mora um problema. Pessoas têm tem prioridade e ideais. E ainda, uma prioridade de ideais. Sempre foi assim e sempre vai ser, na minha opinião. Pessoas com prioridades e ideais alinhados, tendem a se agrupar, a ficarem próximas pois podem compartilhar experiências e crescerem juntos, de acordo com um roadmap virtual.

Trazendo para o âmbito profissional, essas prioridade e ideais podem se tornar um problema, se não alinhados. Pessoas que dão mais importância ao trabalho, que fazem daquilo parte de suas vidas, tendem a se agrupar. O problema está quando você tenta mudar as prioridades e ideais de outrem. Não existe fórmula mágica para tal tarefa. Ao meu ver, se tem duas opções: ou você, como líder, impõe regras que levam a um maior comprometimento, ou simplesmente desliga ou demite a pessoa. Em um mundo ideal, o comprometimento e o sucesso no ambiente de trabalho deveriam ser uma coisa motivadora e viral: se vejo meu colega ascender, porque não posso fazer daquilo um estímulo para que eu suba também? Infelizmente, algumas pessoas não querem ver isso, ou pior, não fazem questão.

Na minha opinião, um ambiente misto, com pessoas que possuem prioridades e ideais que divergem quanto à vida profissional, vai ser sempre um ambiente medíocre, que nunca vai se tornar uma excelência, em qualquer coisa que se proponha a fazer. Desde vender cachorro-quente, até desenvolver software inovador.

Categories: Críticas, Pessoal, Trabalho Tags: