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Archive for March, 2010

Rocky Balboa!

March 23rd, 2010 briglia 1 comment

Sou fã do Rocky Balboa, isso não é novidade. Penso até em colocar o nome do meu primeiro filho (se for homem) de Apolo (quem assistiu, sabe). Ele só não pode nascer negão né? Senão vai rolar um exame de DNA na hora! hehe

Por muitos anos treinei kung fu. Se fosse juntar as idas e vindas do treino acho que dariam uns 4 anos consecutivos. Mas ultimamente ficou muito longe e caro. E talvez eu tenha desempolgado. Mas recomendo a qualquer um que goste de filmes de luta (é impossível não comparar), e que goste da cultura chinesa. É muito bom!

Então, falando do boxe. Comecei tem quase 1 mês e estava doido pra colocar em prática algum treino. Sei que é cedo, mas o boxe é assim: 70% treino físico e 30% treino técnico. Não desmerecendo o esporte, mas alguns movimentos de kung fu são bem mais complexos que o os do boxe. O problema é o treino físico.

Nesse quase 1 mês de aulas eu sinto que estou melhorando a parte física, ao menos. E aula boa é aquela que você quase desmaia de cansaço, hehe. E tem sido assim desde o início. Pra completar estou inventando de ir de bike de vez em quando e subir a longa avenida Recife depois do treino é dose!

Hoje comprei luvas profissionais e depois de um treino exaustivo fui fazer uma “luta” (já explico as aspas) de 2 assaltos. Os oponentes foram os dois treinadores que estavam lá hoje. Um deles já é coroa mas bastante forte e o outro está em plena força física e está até pensando em se profissionalizar. Ou seja, me lasquei.

É claro que não foi uma luta pra valer. Foi mais um sparring do que uma luta. Sparring é tipo um exercício que você faz com alguém mas não bate com toda a força. Se eles tivessem lutado pra valer isso aqui não seria um post em um blog e sim uma carta psicografada de algum médium de algum centro espírita. :P

Olho de tigre!

O primeiro assalto foi tranquilo. Troquei alguns golpes com o coroa lá mas ele devolveu alguns. Terminei bem e sem muito cansaço.

O segundo assalto contra o mais jovem e mais forte foi bom. Ele até disse que eu estava indo bem. Os golpes foram mais fortes e rápidos, dos dois lados. Porém, ele acertou tanto a minha barriga que eu fui perdendo o fôlego. Quando notei, já estava tonto e baixei a guarda. Foi quando levei um cruzado no pé-do-ouvido que quase me fez cair, hehe. Ele notou que eu não tinha mais condições de continuar e parou o treino, sorrindo.

Confesso que fiquei meio puto com isso. Porra! Treinei anos de kung fu e agora pego uma porrada dessas, de leve ainda, e quase caio? Mas depois pensei melhor e vi que um esporte não tem NADA A VER com o outro. As bases, os socos, as defesas, é tudo muito diferente. Sem falar na minha idade e no meu sedentarismo que também são bem diferentes da época que eu treinava kung fu.

Espero ir melhor nos próximos treinos com luta. Como tudo que eu faço, tenho vontade de botar em prática o que estou aprendendo! Quem sabe em um campeonato para amadores? Mas ainda tem muito, mas muito treino pela frente antes disso acontecer.

Tem que melhorar a guarda.

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Professor Anderson

March 21st, 2010 briglia No comments

Não que eu trabalhe pouco, mas acabei de arrumar outro emprego. Na realidade, voltarei a fazer uma das coisas que mais gosto: dar aulas.

Lá pelos anos de 1996 eu comecei a dar aulas de informática básica em algumas escolinhas particulares em Boa Vista-RR. Tinha 18/19 anos na época e logo notei que herdei esse dom do meu pai.

(Parênteses gigante)

Meu pai, além de ter trabalhado por 40 anos como mecânico de aviões, é também um dos melhores professores que já existiu em RR. Ok, posso ter exagerado, mas o pai é meu e eu o elogio como quiser. :) Meu pai é da primeira turma de professores do então Território de Roraima. Sim, ele é bem antigo mesmo.

(Fecha o parênteses)

E lá estava eu, indo de bike pra escola dar aulas para funcionários públicos que mal sabiam o que eram os tais “terminais”, os nossos computadores de hoje. Naquela época a Internet mal existia no Brasil, quem dirá em BV. Mas o governo municipal notou que precisava dar uma reciclada nos funcionários mais antigos, afim de deixá-los craques em Windows/Word/Excel. Foi aí que eu entrei.

Ganhei meu primeiro computador com uns 17 anos e apesar das brigas e disputas pra mexer nele com o meu irmão mais novo, no fim a gente até que se deu bem e hoje os dois ganham a vida mexendo nessas incompreensíveis máquinas.

Lembro que fiz um curso com vídeo-aulas. O curso foi grátis e de 60 pessoas no final só restava eu. Confesso que o curso foi meio chato e por muitas vezes eu dormi. Mas ele foi o pontapé inicial para eu me apaixonar por esse universo.

Voltando às aulas. Antes de virar professor da tal escolinha eu tive que concorrer à vaga com outros professores. Claro que eles tinham mais experência e estavam até mais bem vestidos que eu. Fiquei com vergonha um momento e achei que não iria rolar. Mas sabe quando você fica tão à vontade de fazer uma coisa que parece que você nasceu pra isso? Foi isso que aconteceu na minha audiência de seleção. Fiz bonito e fui contratado. Peguei a bike e voltei feliz pra casa.

Eu dava aulas pela manhã. Duas turmas, das 08 às 10 e das 10 às 12. Saía de lá, ia pra casa, comia e pedalava até a Escola Técnica, onde cursava Eletrotécnica. Já imaginaram que eu devia ser um palito de magro de tanto andar de bike né? Pois eu era. Diziam até que se batesse um vento e minhas orelhas (que não são pequenas), pegassem o vento de frente eu voaria, igual ao Dumbo, hehe. (Isso foi um trauma de infância).

Ensinar pessoas que estão acostumadas a fazer o trabalho com uma máquina de datilografar, ou pior, à mão, é complicado. Alguns eu tinha a certeza que iriam se dar muito bem, mas outros, coitados, tinham que ter uma atenção toda especial. O problema nesses cursos é o tempo. Não dá pra parar tudo porque dois ou três alunos não estão conseguindo acompanhar de jeito nenhum. Acho que fiz o melhor.

Tanto é que fizeram até uma festinha de despedida para mim. Fiquei tão lisonjeado, lembro que ganhei um perfume e um cartão com a assinatura de todos os alunos. Se eu fosse mais gordo um pouco, com essa quantidade de líquido que tenho hoje, acho até que teriam rolados algumas lágrimas. :P

E fiquei nessa de dar aulas por alguns anos. Era um dinheiro que vinha em ótima hora. Pagava o inglês e as baladas, claro. Os nerds também bebem e saem. Tá, nem todos os nerds, mas eu sim. :)

Arrumei outros empregos que pagavam melhor e saí dessa vida. Depois vim embora para Manaus e descobri que dar aulas realmente não dá dinheiro no Brasil. Mesmo assim ainda dei um treinamento na PRODAM uma vez. E ano retrasado tive que pagar o estágio em docência do mestrado e voltei a dar aulas. E não é que ganhei um cartão de presente novamente? hehe.

O interessante em ser um professor jovem (e com essa minha cara de moleque ainda), é que as pessoas sempre desconfiam que você seja tecnicamente bom. Elas não acreditam que uma pessoa jovem, ou que aparenta ser jovem, pode ter a manha de dar aulas. Sempre senti isso e também já pensei isso de outros professores que tive. Acho que é meio inevitável julgar o livro pela capa.

Quinta passada fui lá na coordenação do curso da faculdade particular que vai me contratar (se a matriz aceitar).  Estou sentado esperando ser atendido e encontro um conhecido:

- Opa Anderson! Tudo bem?

- Ow rapaz (não lembrei o nome dele, hehe), tudo bem!

- E aí, tá esperando pra falar com a coordenadora? Algum problema no curso? Posso ajudar?

- Não não, na realidade eu não estudo aqui. É que vim fazer uma entrevista pra uma vaga de professor…

- Ah é? (Sempre rola o espanto). Que legal cara! Boa sorte então. Aqui é muito legal pra trabalhar!

- Legal, vamos ver.

Nem me ofendo mais com a surpresa.

E é isso. Se tudo der certo eu começo na próxima terça e ficarei esse semestre como professor lá. O pagamento não é lá essas coisas, mas é melhor do que um chute no saco.

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Auto-censura

March 20th, 2010 briglia No comments

Sou um brincalhão, se você ainda não notou então com certeza já deve ter se sentido ofendido com alguma brincadeira que eu tenha feito.

O problema de ser brincalhão é que às vezes as coisas sérias que você fala parecem brincadeiras, ou vice-versa. E é no vice-versa que a coisa complica: falar algo na brincadeira e ser levado a sério é uma coisa que me irrita profundamente.

Não gosto de explicar piadas e não gosto de ser julgado por alguma brincadeira que tenha feito. Mas aí você pode pensar: “Mas Anderson, você brinca com coisa séria…” e eu pergunto: E daí?

Brincadeira é brincadeira. Humor é humor. A sacada engraçada não respeita, não explica e só precisa ter o timing certo.

Me lembro da época que podíamos fazer piadas com pretos, com amarelos, com índios, com religiosos, com mulheres, etc. Sem termos medo de sofrer um processo. Porra, o mundo deveria ser um lugar engraçado.

É por essas e outras que abandonei meu twitter. Não sei se vou voltar. Se não for pra falar o que quero, prefiro não voltar. Se for pra ser hipócrita ou ficar revisando três vezes cada coisa que escrevo então prefiro não tê-lo.

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Efeito Nostradamus

March 15th, 2010 briglia No comments

Nesse último final-de-semana assisti alguns programas especiais que estão passando no History Channel. “Efeito Nostradamus” é uma série de programas que têm como objetivo mostrar algumas profecias dele e também as outras profecias em outras culturas antigas que afirma que o nosso mundo passará por uma grande mudança no ano de 2012. Eu não sei vocês, mas eu sou influenciável por esse tipo de coisa.

Os últimos acontecimentos mundiais como terremotos, guerras, pandemias, ódio religioso, etc. Têm me feito pensar bastante para onde estamos indo e o que posso fazer pra proteger a minha família.

Talvez eu esteja supervalorizando isso tudo só pra ter mais uma desculpa pra não ter filhos no momento. Mas já estamos preparando o terreno e se tudo correr bem o Apollo (nome temporário), vai logo logo estar entre nós. Não, se não for homem eu não vou chamá-la de Athenas.

Enfim, espero que eu ainda tenha esse domínio e esse blog, para que em 2013 eu faça um post satirizando este aqui. Pra quem ainda não sabe, a grande mudança mundial será no dia 21 de Dezembro de 2012. Até lá!

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