Auto-censura
Sou um brincalhão, se você ainda não notou então com certeza já deve ter se sentido ofendido com alguma brincadeira que eu tenha feito.
O problema de ser brincalhão é que às vezes as coisas sérias que você fala parecem brincadeiras, ou vice-versa. E é no vice-versa que a coisa complica: falar algo na brincadeira e ser levado a sério é uma coisa que me irrita profundamente.
Não gosto de explicar piadas e não gosto de ser julgado por alguma brincadeira que tenha feito. Mas aí você pode pensar: “Mas Anderson, você brinca com coisa séria…” e eu pergunto: E daí?
Brincadeira é brincadeira. Humor é humor. A sacada engraçada não respeita, não explica e só precisa ter o timing certo.
Me lembro da época que podíamos fazer piadas com pretos, com amarelos, com índios, com religiosos, com mulheres, etc. Sem termos medo de sofrer um processo. Porra, o mundo deveria ser um lugar engraçado.
É por essas e outras que abandonei meu twitter. Não sei se vou voltar. Se não for pra falar o que quero, prefiro não voltar. Se for pra ser hipócrita ou ficar revisando três vezes cada coisa que escrevo então prefiro não tê-lo.
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