Ficando pra titio

April 28th, 2008 3 Comments

É isso aí, estou ficando pra titio. Meu irmão Gerson está “grávido”. Me ligou semana passada:

- Ei Anderson, tu nem sabe ó?!

- O que pow? (Já bateu a porra do carro de novo, pensei)

- Tu vai ser titio!

- Hein?

- A Élcia tá grávida! Acabamos de fazer o teste!

Poisé, minha cunhada está grávida. Meu irmão é 2 anos mais novo que eu e tem praticamente o mesmo tempo de casado. Não que isso influencie em alguma coisa, ou aumente a pressão para que eu também tenha um filho. Na realidade, não sinto pressão alguma, mesmo com os comentários do tipo “Poxa, teu irmão te passou hein?!” e outras coisas. Por mim, todas as pessoas ao meu redor podem ter 1000 filhos que eu vou continuar esperando, hehehe.

Dizem que os planos é para o ano que vem. Aliás, 2009 promete ser um ano repleto de emoções: recebo o título de Mestre, recebo a tão sonhada casa própria e, teoricamente, terei o primeiro filhote. Mas não estou ansioso, nem nada. Acho que estou menos preocupado com o futuro e gastando mais tempo no presente.

Ainda sobre família

January 13th, 2008 2 Comments

Não menos importante, ainda tem a família da minha mãe que tem raízes indígenas. Infelizmente, também não tenho informações sobre qual etnia ou tribo faço parte. Sinto orgulho de ter essas raízes, acho que me deixam mais brasileiro.

Infelizmente, os índios são manipulados e usados por pessoas que não querem ajudar e sim explorar. Às vezes nos dá raiva de ver índios invadindo a sede da FUNAI, ou ainda, “tomando” terras produtivas dos fazendeiros  (o que aconteceu recentemente em Roraima). Mas, é sempre bom lembrar que índio de verdade, não tem formação acadêmica e, com certeza, não entende muita coisa das nossas relações de poder e esquemas políticos.

Já li alguns artigos e sites que afirmam que os mórmons são os maiores estudiosos das árvores genealógicas das pessoas. Eles possuem o maior banco de dados do mundo, sobre isso. Não lembro bem, mas parece que tem algo a ver com a religião deles, essa busca das raízes. Talvez Carol, o livro que você ganhou tenha sido feito com base nesses dados. Por falar nisso, procurar minha família aí e diz se achou alguma coisa? Valeu!

Fui criado ouvindo dizer que a família Briglia é uma família forte, e com raízes italianas. Bem, abaixo segue a história de como esse sobrenome veio parar aqui no Brasil. É muito bom saber a história da sua família, nos mantém uma certa identidade.

O primeiro descendente dos BRIGLIAs chegou aqui aos dezoito anos 18 anos de idade e chamava-se Miguel Briglia, vindo da Itália precisamente de Nápoles. Miguel instalou-se no Ceará, onde conheceu Maria Angélica de Souza Briglia (Beca) e com a mesma casou-se e desta união vieram 9 (nove) filhos dentre os quais estavam Francisco de Souza Briglia.

O motivo que levou Miguel Briglia a vir para o Brasil, foi o impedimento de seu casamento com uma moça plebéia. Pois o mesmo era descendente de Fidalgo e seus familiares não aceitavam seu casamento, preferindo que Miguel entrasse em um seminário. Então resolveu deixar a Itália. O irmão mais velho de Miguel era marechal ajudante do rei de Napóles, que na época era Garibaldi.


Depois de muitos anos passados, a família de Miguel descobriu que ele estava morando no Brasil, através do Padre Tito e por meio de expedicão chegou ao seringal onde estava instalado Miguel, no entanto, ele nunca quis retornar para Itália.

Francisco de S. Briglia, casou-se com Maria dos Anjos e desta união nasceram 7 (sete) filhos que são: Antenor, Osman, Cacilda, Nicanor, Santinha, Carlos e Alda. Impedido de se casar Osman “rouba” Cristina e vem para Boa Vista do Rio Branco, hoje Roraima, onde se casam, nascendo desta união 14 (quatorze filhos): Edmiro, Wanda, Elza, Raimundo, Jaime, Olgaíde, Francisco, Maria dos Anjos, Heitor, Nizia, Shirley, Diva e Welligton.
PS: Esta história de nossa família foi contada pelo tio Antenor, que morreu aos 101 anos em fevereiro de 1995.

Tão grande foi o desespero de Miguel, ameaçado de ser colocado em um seminário, que o mesmo não contou conversa, Brasil! il! il! Estou vendo que esse negócio de religião nunca foi muito forte na minha família, desde sempre.

Se é romântico roubar filha alheia para se casar, eu não sei. Mas bem que meu avô poderia ter ficado e herdado alguns seringais aqui na região. Acho que hoje eu estaria andando de Ford Ranger, de jatinho e cheio dos pulseiras de ouro.

Onde estou nessa história? Eu sou filho de Francisco da Silva Briglia, filho de Osman Briglia que é filho de Francisco de Souza Briglia, que por sua vez, é filho de Miguel Briglia, que é filho de Aragorn, filho de Erathron, herdeiro do trono das Terras Baixas (Senhor dos Anéis comanda!). Ou seja, eu sou da quarta geração da família Briglia, começando com o danadinho Miguel. Alguém aí sabe se rola eu tirar um passaporte italiano?

Está nos meus planos viajar à Itália. Além de achar um país lindo e querer conhecer Roma, também posso dar uma esticada até Nápoles e avaliar se existe algum resquício de Briglia por lá. Já pensou se encontro algum neto de Miguel Briglia? Ou bisneto? Seria legal. (Se eu conseguisse me comunicar com a pessoa).