Fazendo um comentário em um outro blog, me veio à cabeça a idéia de falar sobre como as coisas mudam durante o passar do tempo.
Em um post há muito tempo atrás, eu fiz uma analogia de que os homossexuais eram mutantes, ou seja, aberrações genéticas que tenderam a gostar de pessoas do mesmo sexo. Fui cruel? Acho que sim. Mas não fui cruel por fazer essa analogia, fui cruel por não notar um fato relevante e que só agora veio à tona: os homossexuais, na realidade, são seres evoluÃdos de uma sociedade que tem tendências gays.
Calma, vou explicar.
Já notaram que quando se faz um comentário homofóbico, ou até mesmo se você não simpatiza com gays, de cara tem alguém pra lhe dizer: “Nossa, como você é antigo!”, “Nossa cara, você é muito estereotipador!” ehehehe.
Antes que criem outro dia do cotoco ou que me xinguem ali nos comentários, vamos deixar alguns pontos bem esclarecidos:
1) Nunca usaria as minhas opiniões para discriminar alguém, independente do que seja.
2) Não aceitar a frescura ou o jeito alheio não é prova de discriminação se você não faz nada além de discordar, como é o meu caso.
Pronto, deixando isso claro, continuemos.
De alguns anos pra cá, instalou-se na sociedade um pensamento da seguinte forma: por mais tolerante e sensÃvelque você seja, mais evoluÃdo você é. Se discordar do que se chama “senso comum”, você está fadado a ser um machista, um bruto, um ogro, um escroto, um insensÃvel ou um otário que só pensa em si mesmo.
Pois eu não concordo com várias coisas dessa onda, principalmente com essa babaquice de sensibilidade ou de “modernidade” do homem. Hoje a frescura masculina é aceita e vista como sendo uma prova de “evolução”. Pois eu nunca vou evoluir se depender de assistir séries americanas femininas, se tiver que fazer as unhas, se tiver que achar indiferente um comportamento homossexual, se tiver que simpatizar com a viadagem, se tiver que achar legal dois militares gays ganhando fama por serem gays, etc. Bullshit!
Não vou usar brinco, não vou fazer as unhas, não vou me depilar com cera (nem a barba, nem o saco) e também não vou aceitar a viadagem como uma coisa comum, uma coisa “cult”. Tenho orgulho de ser assim, tenho orgulho da minha masculinidade e de ser um “homem independente”. É, mulher pode falar que é independente e isso é tido como um prêmio, pois é, ser homem também não é fácil, mas eu não vou falar sobre isso pois seria uma viadagem.
Sou assim, esse cara estúpido para alguns, irônico para outros, machista para muitas e fodão para a Mariana. 