Em trânsito

April 17th, 2008 3 Comments

Quando você viaja bastante à trabalho (e de avião), todos os procedimentos de embarque/desembarque ficam mecânicos. Até o suposto medo de um acidente aéreo é tomado pela preocupação do que fazer quando se chegar ao destino. Salvo os casos em que estamos viajando de férias, mas aí, eu também não me preocupo com os acidentes.

Falando em acidentes, vocês já viram a nova temporada de Acidentes Aéreos que está passando no Discovery Channel? Se você não tem fobia, eu recomendo que assista. É muito interessante ver como nós aprendemos com os nossos próprios erros e também ver como uma coisa mal projetada ou um parafuso de meio milímetro (errado) influenciam as aeronaves. Aliás, estou digitando esse post de dentro do avião, indo para Guarulhos. Espero que não aconteça nenhuma nova lição sobre aeronáutica até eu chegar em Porto Alegre, hehe.

Bom vai ser quando tivermos Internet a bordo. Com certeza os vôos seriam bem mais produtivos e a sensação de tempo passaria mais rápido.

<Falta do que falar e mudança de assunto>

Tem uma turma grande de Manaus indo para o FISL, esse ano. Na realidade, tem todo ano, mas nesse ano estão indo vários conhecidos e amigos meus que se interessam pela idéia de Software Livre, Linux, etc. Uma outra coisa que vai ser bem legal é a participação do INdT lá. No evento existe uma Arena de Programação. É estilo um Coliseum da vida, mas tire os leões e coloque computadores, tire os gladiadores e coloque nerds que manjam de programação. Chato? Nem tanto, pelo menos ninguém sai comido, ou não né?! :P

Falando em comida, hoje a Gol me surpreendeu e serviu uma bisnaguinha Seven Boys com queijo e presunto. Lembram dessas bisnaguinhas? Eu lembro. Foi melhor do que a barra de cereal de banana com chocolate, mas seria melhor se o pão fosse um pouco maior. Tive que me controlar pra não comer tudo em duas bocadas.

Uma outra coisa que eu acho que a pessoa também se acostuma, quando viaja bastante (e de Gol), é com a poltrona. Não sei porque, mas sinto que ela está reclinando mais ainda. Será que estou ficando torto ou realmente eles viram a merda que era? De qualquer maneira, eu sempre consigo dormir mesmo.

<De novo, uma mudança de assunto>

Ainda não tive “coragem” de apagar minha conta do orkut. Mas, é só por uma razão: é por lá que converso mais diretamente com meu primo sobre os jogos do Xbox e bla bla bla. Não sei se ele tem o hábito de ver e-mail e é por isso que prefiro me comunicar usando Scraps. Mas, como disse o Arlen, o orkut é inútil. Aliás, o orkut é uma ferramenta do Diabo (se é que ele existe), pois foi projetada para corroborar (Rá!) com a fofoca, os malditos SPAM’s e o mal-gosto coletivo (vide os erros gritantes de Português e as fotos horripilantes). Talvez, o Mr. Orkut não tenha pensado assim, mas nós brasileiros sempre “aperfeiçoamos” os produtos dos outros.

O comandante acabou de dizer que está fazendo 22 graus em São Paulo. Mas, em Porto Alegre a previsão diz que à noite vai fazer 9 graus. Legal hein? Tomara que dê pra ir à Gramado/Canela no fim-de-semana e pegar um frio maior ainda.

Andei pensando seriamente em sair do Orkut e talvez, quando você estiver lendo esse post eu já tenha saído. Alguns benefícios foram alcançados lá, teve muita gente da minha infância que encontrei graças à rede de relacionamentos. Mas, com um olhar mais crítico, não sei se quero continuar com esse tipo de exposição. Que tal voltar à moda antiga e enviar e-mails ao invés de scraps? Ou ainda, que tal telefonar ao invés de usar somente o e-mail? A segunda opção é bem mais barata, mas é muito impessoal. Eu uso muito o e-mail para me comunicar com os amigos, mas uma ligação telefônica tem um teor bem diferente.

Não sei porque ando pensando nisso. Talvez seja a PVC (Porra da Velhice Chegando), ou só um pensamento de alguém que está cansado das mesmas coisas. Será que também vou criar abuso de celulares, tv à cabo e vídeo-games?

Nova casa

April 8th, 2008 3 Comments

Então, nos mudamos pois lá onde morávamos estava muito complicado de se viver: faltava água pelo menos 3 vezes por semana, nas chuvas mais fortes o apartamento sempre alagava, por conta de uma janela mal colocada, a umidade lá estava tão alta que o mofo estava contaminando tudo que tínhamos, desde toalhas até malas, passando pelas próprias paredes do apartamento.

O ap é bem arrumado, é pequeno sim, mas bem arrumado. Com porcelanato em todo o piso e gesso no teto, é um apartamento bem agradável para os olhos. Mas, os problemas mencionados aliados à distância do trabalho da Mariana, foram cruciais para que decidíssemos mudar de lá.

Conseguimos uma casa no bairro Aleixo, a 5 minutos do trabalho da Mariana. Tá certo que o aluguel é mais caro, mas o espaço nem se compara. Temos uma varanda enorme na frente da casa, com uma churrasqueira de tijolos do lado de fora também, quartos grandes, uma suíte, dispensa (ou despensa, nem sei), e uma cozinha que consegue comportar todos e que conseguimos abrir a geladeira sem que ninguém precise levantar da mesa, hehe.

Ontem a maratona de mudança teve um grande avanço: conseguimos transferir a Vivax/Internet a cabo pra cá. A Sky já está funcionando, só falta agora o telefone fixo, que até agora eles nem entraram em contato comigo.

A rua, na realidade, é um beco. Uma rua sem saída e muito tranquila. O bom disso é que só entram os carros conhecidos, ou de visitas conhecidas dos vizinhos. Então, fica meio que parecido com um mini-condomínio-fechado. A parte ruim é que às vezes o beco congestiona e nós dependemos dos vizinhos para tirarem seus carros do caminho. Sem falar que é estranho você dizer que mora em um beco. A idéia que surge na cabeça é de um lugar feio, cheio de galerosos, sujeira, etc… Mas, até que esse beco aqui é bem limpo.

Então, pra quem quiser fazer uma visita (sabem que só estou convidando por educação, hehe), liga antes e o endereço é esse aqui!

Amanhã estarei embarcando para o maior evento sobre Open Source que o INdT organiza, o Bossa Conference. É a segunda edição, e se for parecida com a primeira, vai ser ótima! Não só porque é em Porto de Galinhas (ok, isso conta bastante), mas também porque reúne a nata mundial dos desenvolvedores de vários segmentos do mundo do Software Livre.

Na volta, estarei por três dias em São Paulo. Além de visitar meu primo, também pretendo dar uma passada lá e comprar algumas coisas, de nerd, claro. Ou vocês realmente acham que eu me preocupo com roupas, sapatos e outras coisas normais?

É amanhã, às 14horas. Primeiro round com a banca de avaliação do mestrado. O título da minha proposta de dissertação é: “Usando Mapas Auto-organizáveis na Compressão de Memória Cache em Sistemas Embarcados”. Basicamente, pretendo usar essa técnica de Inteligência Artificial chamada Self-Organized Maps (SOM) para criar uma heurística de adaptatividade de área de memória comprimida (Cache Comprimido), em Linux embarcado, ou seja, usando Linux em um dispositivo móvel, como esse aqui.

Comprimindo uma área da memória RAM, espera-se que tenha um benefício na performance das aplicações, já que mais páginas vão caber na mesma.

Estou um pouco nervoso, sempre rola aquele frio na barriga. Mas, vai dar tudo certo. :)

Ausência…

February 19th, 2008 No Comments

É verdade, ontem a Mari e eu fizemos 3 anos de casados, 3 anos!

Infelizmente, não tive tempo suficiente para elaborar um post à altura de tal comemoração. Mas fiz uma singela homenagem lá no flog. Hoje foi a vez dela, e estou muito feliz com as palavras que recebi de minha esposa.

Bem, faz umas 3 semanas que eu falo que é final de período lá no Mestrado. Mas dessa vez é sério! Amanhã termina mais uma disciplina e sexta-feira tem a defesa da minha proposta de dissertação. Depois, é só comemorar, ou esperar apreensivamente as notas e ter certeza que passou em tudo.

Aguentem firme aí, já já volto com algumas novidades boas, ou mais idiotices (não necessariamente nessa mesma ordem).

Testamento

February 11th, 2008 2 Comments

Acabei de comer um omelete com presunto e queijo vencidos há dois dias. Depois tomei dois copos de iogurte, também vencidos há dois dias.

Quero dizer que se não voltar a postar, significa que morri, ou que estou me desfazendo em… vocês sabem.

Se chegar a morrer, quero que sejam enterrado comigo todas as minhas “posses virtuais”. Não quero que ninguém me deixe scrap, isso é muito estranho e sombrio! Se querem fazer algo de bom, dêem dinheiro para a Mariana, minha esposa.

Calmaria

February 7th, 2008 1 Comment

Sem dúvidas esse foi o carnaval mais tranquilo da vida de Anderson Briglia. Nem que eu fosse um evangélico fervoroso, teria ficado tão quieto quanto fiquei nesse feriadão. Aliás, se eu fosse evangélico fervoroso talvez não tivesse ficado assistindo televisão e séries do tipo Two and a half man.

Baterias recarregadas, pronto para mais uma batalha no trabalho e na academia (não a de kung fu, a outra). Por falar em academia, não vejo a hora de ficar de férias do mestrado e curtir um pouco só trabalhar. Viram o desespero do rapaz né? Quero ficar de férias para trabalhar, que paradoxo!

Fui criado ouvindo dizer que a família Briglia é uma família forte, e com raízes italianas. Bem, abaixo segue a história de como esse sobrenome veio parar aqui no Brasil. É muito bom saber a história da sua família, nos mantém uma certa identidade.

O primeiro descendente dos BRIGLIAs chegou aqui aos dezoito anos 18 anos de idade e chamava-se Miguel Briglia, vindo da Itália precisamente de Nápoles. Miguel instalou-se no Ceará, onde conheceu Maria Angélica de Souza Briglia (Beca) e com a mesma casou-se e desta união vieram 9 (nove) filhos dentre os quais estavam Francisco de Souza Briglia.

O motivo que levou Miguel Briglia a vir para o Brasil, foi o impedimento de seu casamento com uma moça plebéia. Pois o mesmo era descendente de Fidalgo e seus familiares não aceitavam seu casamento, preferindo que Miguel entrasse em um seminário. Então resolveu deixar a Itália. O irmão mais velho de Miguel era marechal ajudante do rei de Napóles, que na época era Garibaldi.


Depois de muitos anos passados, a família de Miguel descobriu que ele estava morando no Brasil, através do Padre Tito e por meio de expedicão chegou ao seringal onde estava instalado Miguel, no entanto, ele nunca quis retornar para Itália.

Francisco de S. Briglia, casou-se com Maria dos Anjos e desta união nasceram 7 (sete) filhos que são: Antenor, Osman, Cacilda, Nicanor, Santinha, Carlos e Alda. Impedido de se casar Osman “rouba” Cristina e vem para Boa Vista do Rio Branco, hoje Roraima, onde se casam, nascendo desta união 14 (quatorze filhos): Edmiro, Wanda, Elza, Raimundo, Jaime, Olgaíde, Francisco, Maria dos Anjos, Heitor, Nizia, Shirley, Diva e Welligton.
PS: Esta história de nossa família foi contada pelo tio Antenor, que morreu aos 101 anos em fevereiro de 1995.

Tão grande foi o desespero de Miguel, ameaçado de ser colocado em um seminário, que o mesmo não contou conversa, Brasil! il! il! Estou vendo que esse negócio de religião nunca foi muito forte na minha família, desde sempre.

Se é romântico roubar filha alheia para se casar, eu não sei. Mas bem que meu avô poderia ter ficado e herdado alguns seringais aqui na região. Acho que hoje eu estaria andando de Ford Ranger, de jatinho e cheio dos pulseiras de ouro.

Onde estou nessa história? Eu sou filho de Francisco da Silva Briglia, filho de Osman Briglia que é filho de Francisco de Souza Briglia, que por sua vez, é filho de Miguel Briglia, que é filho de Aragorn, filho de Erathron, herdeiro do trono das Terras Baixas (Senhor dos Anéis comanda!). Ou seja, eu sou da quarta geração da família Briglia, começando com o danadinho Miguel. Alguém aí sabe se rola eu tirar um passaporte italiano?

Está nos meus planos viajar à Itália. Além de achar um país lindo e querer conhecer Roma, também posso dar uma esticada até Nápoles e avaliar se existe algum resquício de Briglia por lá. Já pensou se encontro algum neto de Miguel Briglia? Ou bisneto? Seria legal. (Se eu conseguisse me comunicar com a pessoa).

Mensagem de fim-de-ano

December 31st, 2007 No Comments

Último dia do ano de 2007, é hora de lembrar e principalmente, de agradecer.

Gostaria de agradecer a todos àqueles que fazem parte da minha vida. Começando pela minha família: meus pais, meus irmãos, minha esposa, meus primos, meus tios, meus sobrinhos. Todos vocês fazem parte da minha vida e me influenciam a todo momento. Como disse o poeta, nenhum homem é uma ilha.

Também gostaria de agradecer aos meus amigos. Vocês também fazem parte da minha vida e os agradeço por me considerarem um amigo e parte da vida de vocês também. Esse é um dos presentes mais importantes para um ser humano.

Um forte abraço a todos. 2008, pode vir!